sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Sete palmos

Submerso
Ouço o silêncio cantar
Ouço atento
Cada nota que faz e refaz

Submerso
Ele e o escuro
Dão a si novos rostos
Se desfazem de suas prisões
E são ali o que são enfim

Submerso
Envolvem minha carne
O véu enfim se rompe
Ah! que belo holocausto

Submerso
As palavras saem
E se dissovem a nada
Ouve minha mãe o grito de sua carne?

Submerso
Antes do tempo ser às eras
Eram

Submerso
São por mim o que não fui
Completo

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